sexta-feira, 23 de julho de 2010

Diz que isto é uma espécie de vício e, como tal, cá estou eu. Não resisti e tive de vir desabafar com vocês.
Um dia bastante tranquilo este meu, cheio de horinhas de sono, uma corridinha para espevitar e assim à noitinha jantarada familiar seguida de uma matiné num qualquer estabelecimento nocturno ahahah

Bem, não foi só para vos fazer inveja que aqui vim ... queria também dizer-vos que, de ontem para hoje, descobri o livro que muda em muito as nossas vidas ... A ideia é genial e bastante simples na sua essência: desmistificar os mitos urbanos. Desde "agulhas com sida nos telefones públicos, mamas de silicone que explodem ou tráfico de rins em discotecas" até à questão que nos perturba a todos e nos faz remoer e remoer sem encontrar resposta - Mas afinal para onde vão os chineses mortos?
A autora é Susana André, jornalista da SIC Notícias e, desde já, tem a minha admiração pela paciência e originalidade.
Aqui ficam alguns dos mitos desvendados por esta senhora:




- Há sida nos telefones?

Ainda há quem tenha muito cuidadinho ao mexer em telefones públicos. Nos idos anos 90, a história de rapariga que se sentou numa cadeira de cinema e picou-se numa agulha com o papel: “Bem-vindo ao mundo real. Agora tens sida” correu o mundo. Seguiram-se as cabines telefónicas. Não vamos sequer responder à pergunta: “Por que raio é que alguém ia fazer isso?” A ciência vem em defesa da verdade: “o HIV é um vírus sensível ao meio externo e sobrevive apenas alguns minutos fora do corpo”.
 
 
- Os ratos gigantes de Mafra

Os ratos têm o tamanho de um coelho, ocupam os quatro andares subterrâneos do Convento de Mafra e são alimentados por dois militares. Ah! E comeram um homem. Este mito é o equivalente aos crocodilos que vivem nos esgotos nova-iorquinos, numa versão menos exótica, sem tartarugas-ninja. A verdade é que é raro o visitante que vá a Mafra e não pergunte pelos ratos. Vamos desmontar o mito por fases: não há quatro andares subterrâneos, apenas um. Existem ratos nos esgotos, mas ainda há pouco tempo a responsável pelo palácio fez uma visita ao local e viu apenas um, como nos conta Susana André. Quanto ao homem devorado por um super-rato, a história tem uma origem verdadeira. O Capitão Álvaro Campeão, da Escola Prática de Infantaria, instalada no convento, conta que um soldado caiu no esgoto e morreu da queda. Como foi encontrado dias depois com sangue e uns ratitos por perto, a dedução lógica foi: os ratos atacaram-no. Mentira.
 
 
- “Ligue para o 112, acabamos de lhe tirar um rim”
A noite está a correr bem e a loira ao balcão não tira os olhos de si. Começam a conversar e acabam num quarto de hotel. Quando acorda está dentro de uma banheira, tem uma cicatriz nas costas e uma mensagem:_“Se queres viver, liga para o 112 e não saias da banheira”. “Os mitos urbanos têm como base preconceitos e os grandes medos da sociedade. Histórias de pessoas que acordam sem órgãos são universais”, diz Susana André. Há várias versões do mito: da mulher sedutora que o droga, à carrinha branca que andava pelas escolas, passando pela casa-de-banho do Kremlin. Parece que a Máfia Russa recrutava rins na discoteca lisboeta. A verdade é que a polícia nunca recebeu uma queixa. Como refere a jornalista, a Organs Watch explica que os traficantes de órgãos escolhem países pobres.

 
- Chineses são imortais ou estão no meu chop-suey?
A história corre por toda a Europa: os chineses não morrem. Ou melhor, não há registo de óbitos de cidadãos chineses. Há até quem acrescente o pormenor: “Eles são desmembrados nas cozinhas dos restaurantes, cozinhados e servidos em chop-suey”. “É fácil comprovar que é tudo mentira. Quando os chineses começam a ficar doentes, regressam à China onde querem morrer. Mesmo quando morrem em Portugal, preferem ser enterrados no seu país. Entre 2000 e 2005, morreram 33, número normal para as comunidades de imigrantes.”

 
Este último para mim é o que mais tranquilidade me traz não fosse eu já ter sido alimentado por lombo de chinoca. Coitados ainda hoje há gente que acredita nestas falsidades e que olham de lado para eles.
 
Bom não deixem de ler o livro pois eu vou fazer o mesmo, creio que não há nada que nos faça rir mais do que descobrir o quão rídiculos podemos ser por acreditarmos em tudo o que nos dizem.
 
 
Não obstante esta maravilha literária que vos dei a conhecer deixo-vos aqui também a musiquinha do dia.
Nada de mais, nada de menos, apenas música e da boa ... lamechice talvez mas eu gosto e como isto é meu (volto a afirmá-lo) ponho cá o que eu quero eheheh
Klepht numa muito boa produção, uma grande música para ouvir debaixo do cobertorzinho com um chá de camomila a acompanhar ... hein ?  



Agora vou ali e já volto ... entretanto beijinhos aí para casa e saúdinha da boa para vocês e para os vossos. 

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